A Fênix DTVM, empresa autorizada pelo Banco Central do Brasil a atuar como instituição financeira para a compra de ouro como ativo financeiro, recebeu no dia 02 de setembro, a visita de membros da Alliance For Responsible Mining (ARM – Aliança para a Mineração Responsável), organização global sem fins lucrativos, fundada na Colômbia, em 2004. O analista técnico da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB Nacional), Alex Macedo também esteve presente.
O grupo acompanhou a visita dos pesquisadores do Núcleo de Pesquisa para a Pequena Mineração Responsável (NAP.Mineração), da Universidade de São Paulo (USP), às minas da baixada cuiabana que farão parte do Programa de Compra Responsável do Ouro (PCRO), plataforma digital que servirá de ferramenta para avaliar as boas práticas na comercialização de ouro no país.
Reconhecida nacional e internacionalmente por promover transparência no setor de mineração e por manter boa relação comercial com seus fornecedores, a Fênix DTVM foi escolhida pelo Núcleo de Pesquisa para auxiliar no desenvolvimento da plataforma digital, que será gratuita aos usuários.
“Essas parcerias que a Fênix DTVM vem construindo ao longo dos anos, confirma o compromisso do setor da pequena e média mineração com as boas práticas, amparadas nos principais conceitos de sustentabilidade, aceitas no mundo. Estamos aqui para ser um canalizador de boas ações, ajudando a mudar muitos conceitos errados sobre o setor de mineração no país”, pontua o diretor de operações da Fênix DTVM, Pedro Eugênio Gomes Procópio da Silva.
Analista técnico da OCB Nacional, Alex Macedo, explica que a presença da entidade busca promover o cooperativismo mineral na mineração artesanal e em pequena escala no país, compartilhando informações e oferecendo apoio à regularização, estruturação, estudos técnicos e normas operacionais de todos os envolvidos na cadeia produtiva.
“Se conseguirmos conectar os atores que estão produzindo, ou seja, as cooperativas, os garimpeiros, daqueles que estão no processo comercial, como as DTVMs, podemos ajudar a melhorar os processos internos das nossas cooperativas, em relação ao controle e a rastreabilidade da produção”, frisou.
Para o diretor do NAP Mineração, Giorgio de Tomi, a pequena mineração é responsável pela produção de diversos minerais essenciais para a economia mundial, por isso, a importância de se buscar adequar às exigências relacionadas ao meio ambiente, social e governança (ESG).
“A maioria dos minerais de que precisamos vêm da produção da pequena mineração. Então, nosso trabalho é orientar o setor sobre a necessidade de buscar alternativas para reduzir ou neutralizar em até 50% as emissões de gases de efeito estufa até o final dessa década, estando em conformidade com os parâmetros internacionais”, justificou o diretor, também professor da USP.
Com objetivo de trocar informações, experiências e realizar possíveis parcerias, membros da Alliance For Responsible Mining (ARM – Aliança para a Mineração Responsável), Luciana Foresti (líder de monitoramento, avaliação e aprendizagem), Cristian Arias (cadeias de abastecimento) e Andrés Orteg (especialista em gestão de grupos mineiros) conheceram as operações de algumas minas da baixada cuiabana, em conjunto com o NAP.Mineração.
Texto: Izabel Barrizon/Fênix DTVM
Fotos: Izabel Barrizon/Fênix DTVM